Ave migratória que parte no inverno mas que tem assegurado o seu retorno no verão. É um símbolo do eterno retorno, das situações cíclicas que desde o início sabemos o final, posto que são repetitivas.
sábado, 7 de novembro de 2009
Teus brincos dançam se voltas A cabeça a perguntar. São como andorinhas soltas Que inda não sabem voar.
Quando em criança, lembro das tardinhas E da cor rubra, de tantos ocasos. Bem lá no centro das lembranças minhas (...E ai me enchem d’água os olhos rasos!)
Me vem o vôo sutil das andorinhas, Que ao frenesi do seu bater de asas, Cruzavam o céu em sinuosas linhas, Fazendo evoluções no vão das casas.
Recordo ainda o que mamãe dizia; - São as Andorinhas, aves benfazejas, Deus as fez só pra alegrar Maria
Quando iam brincar com seu Jesus menino. Por isso agora moram nas igrejas Nas altas torres onde bate o sino.
As andorinhas anunciam a chegada da primavera , e com ela o fim do tempo frio. Ligadas à fertilidade desde os tempos mais antigos elas tem sua importância e os seus encantos enaltecidos em todas as línguas e em todas as religiões. Os gregos antigos reconheciam sua importância no equilíbrio biológico , por serem úteis no combate aos insetos nocivos. Os romanos consideravam-nas benquistas pelos deuses.
Na China antiga simbolizavam a fidelidade, e o seu retorno nas épocas de migração eram comemorados com ritos de fecundidade.
Entre os muçulmanos são chamadas de "pássaros do paraíso", enquanto os persas as tinham como representantes da separação dolorosa e da emigração.