Mostrando postagens com marcador Lendas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lendas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A lenda do melro e da cereja...















Conta a lenda que desde sempre havia uma grande rivalidade entre duas aldeias vizinhas: Barrô e Penajóia por causa da boa qualidade das cerejas.
Cada um destes povos era grande produtor de boa cereja, talvez a melhor da região ou mesmo do mundo. Cada um deles defendia que a sua era a melhor do que a do povo vizinho.
Certa altura ( na época das cerejas) um agricultor da Penajóia, estava a guardar as suas cerejeiras para que ninguém as roubasse e assim manter a sua boa semente.
De repente um melro de bico muito amarelo, dando conta que o agricultor estava distraído depenicou uma cereja e fugiu. O agricultor deu conta e foi logo atrás dele com uma espingarda para o apanhar. O melro tanto voou, tanto voou, que logo chegou à outra terra vizinha – Barro. O agricultor nunca o perdeu de vista.
O melro de tão cansado que estava pousou numa pernada de outra cerejeira. O agricultor apontou a espingarda ao melro e disparou um tiro; o melro assustou-se, deixou cair a semente e fugiu novamente.
O dono do cerejal ao ouvir tal estrondo foi ver o que se passava. Ao chegar lá, qual o seu espanto; viu um estranho com uma arma a apanhar qualquer coisa do chão e perguntou-lhe:
-Quem é o senhor e o que está aqui a fazer?
-Para que é que quer saber da minha vida? O senhor não tem nada a ver com isso!
-Tenho sim senhor, porque está no meu terreno!
-Estou a apanhar uma semente de cereja que é a melhor do mundo, que um melro ma roubou do meu terreno na Penajóia.
-Então deu-se ao trabalho de ir atrás de um melro por causa de uma porcaria de uma semente dessas!
-Porcaria são as suas sementes…
Os homens discutiram, discutiram , mas nada concluíram…


(Trabalho colectivo da Turma M-7)

(Texto baseado na lenda do melro, da cereja e do lavrador da Penajóia)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Lenda do Pássaro Chamado Tiê – Sangue




Era uma vez , uma índia chamada Tiê ,
Que era perfumada como a flor do ipê !
Ela era uma índia sonhadora e faceira ...
Mas , também era uma guerreira !

Porém , ela não gostava de fazer nenhum tipo de guerra ...
Tiê só gostava de admirar a natureza da primavera !
Seu sonho era ser um pássaro na linda paisagem ...
Para ter a liberdade de voar em qualquer miragem !

Mas , um dia Tiê teve que participar ...
De uma batalha de amargar !
Mas , ela foi ferida ...
Pela tribo inimiga ,

Que espalhou o seu sangue pela terra ...
Naquela manhã de primavera !

E quando tudo escureceu ...
Ela , levemente , faleceu !
Porém , o deus Tupã ...
Naquela triste manhã ...

Resolveu atender a fantasia ...
Da falecida índia cheia de poesia !
Assim , ele transformou o sangue da guerreira ...
Numa ave bela , graciosa e faceira !

Deste jeito ...
Todo perfeito ...
Surgiu o tiê – sangue , um pássaro sonhador ,
Que voa pelo céu do Brasil com amor .

Luciana do Rocio Mallon

A Lenda do Pássaro Cabeça-de-Vento















Numa tribo indígena, havia uma mulher que se sentia muito infeliz no casamento. O marido era um daqueles homens broncos, insensíveis, incapazes de um ato de verdadeiro carinho, mas que dizia amar muito a mulher. Ela, a cada dia, se sentia mais oprimida por ele. Sabia que seria muito difícil deixá-lo, pois ele não aceitaria jamais este fato. Mesmo assim, teve coragem para dizer-lhe que iria embora. É claro que o marido não concordou e, de acordo com os costumes da tribo, ela teria de ficar com ele. O marido, então, passou a oprimi-la ainda mais. E assim foram vivendo, por muito tempo.
Uma noite, porém, a mulher fez uma descoberta fascinante: depois que o marido dormia, ela podia deixar o corpo na cama, ao lado dele, e sair com a cabeça para voar. Ele, dormindo, como de costume, passava a mão do lado dela e via que ela estava lá e continuava a dormir. Ela, a cabeça, voava por toda a floresta, conhecia lugares incríveis. E assim foi por um bom tempo. Quase todas as noites, a cabeça ia passear sozinha, longe da opressão do marido.
Tudo ia mais ou menos bem, mas, uma noite, a cabeça voou para longe demais… e não conseguiu encontrar o caminho de volta. Ficou só aquela cabeça a voar, perdida na floresta.
Ao amanhecer, o marido se deu conta de que só tinha o corpo da mulher consigo. Ficou furioso. Não podia aceitar aquilo e, como tinha só o corpo, decidiu castigá-lo: surrou-o até a morte. Não satisfeito, esquartejou o corpo, queimou-o jogando as cinzas no rio.
E a cabeça? O Deus da tribo, para não deixá-la aquela vagando perdida pela floresta, transformou-a no “pássaro-cabeça-de-vento”. E foi assim que este pássaro surgiu na Terra. Um pássaro que traz consigo um grande ar de tristeza, mas que, no fundo, tem um quê de felicidade,, pois é livre.

Contado por Ricardo Azevedo no curso “Elos entre o folclore e a literatura infantil” (Belo Horizonte – 2000)
Reescrita: Carmélia Cândida

A Lenda do Jurutaui



O Jurutauí era o pássaro que cantava a mais linda canção da floresta e portanto, verdadeiramente admirado pelos outros pássaros por possuir voz tão melodiosa. Um dia, o Jurutaui viu a lua brilhando com todo seu esplendor, e se apaixonou perdidamente por ela. Então para ser ouvido por sua musa, o Jurutaui voava entre as mais altas árvores para cantar o seu amor enchendo a floresta com o mais devotado canto.

Apesar de poder admirá-la, o Jurutaui não se conformava de estar tão distante da amada e voava mais alto e mais alto tentando alcançá-la, mas não resistindo ao poder das alturas, caiu duramente ao solo. Tonto, ainda tentou se recuperar e cantar sua linda canção, mas um som rouco e terrível saiu-lhe da garganta ecoando na floresta. Os outros pássaros vieram em bandos e tentaram socorrê-lo mas sem nada poderem fazer, lamentaram a perda da mais bela música até então ouvida. Agora, quando a floresta ecoa rouca e triste, todos sabem que é porque o Jurutaui está cantando.

Lenda indígena

Lenda do beija-flor















Existiam duas tribos morando à beira de um rio: uma tribo maior e uma tribo menor.

A tribo menor plantava e pescava com muito afinco e, com isso,começou a ter mais peixe e maior abundância de alimentos. Isto gerou inveja na outra tribo, que começou a hostilizar seus vizinhos, primeiro com palavras, depois com gestos e por fim declararam guerra àqueles que, mesmo em menor número, eram mais trabalhadores e eficientes.


Indiferente a estas questões, dois jovens se enamoraram, porém cada qual pertencia a uma tribo. O rapaz pertencia à tribo menor e a jovem à tribo maior. Apesar da guerra, os dois se encontravam às escondidas, mas um dia os guerreiros da tribo da jovem a seguiram e os encontraram namorando. Depois de espancar o rapaz e pensando que ele já estivesse morto levaram a jovem de volta à tribo.


O Conselho dos Anciãos foi convocado para o julgamento da pobre jovem. A acusação era de traição, já que as tribos estavam em guerra e eles acreditavam que ela passava segredos para a outra tribo. A sentença era de morte, mas por ela ser muito jovem e bela, convocaram os Xamãs que resolveram transformá-la numa flor.


O rapaz, socorrido por seus guerreiros, sobreviveu ao espancamento e, tão logo se recuperou passou a procurar desesperadamente pela sua amada. Ele chamou os anciãos e anunciou que iria até a outra tribo em busca de seu amor. Eles não permitiram tremenda loucura e tentaram, de toda forma, impedi-lo. Afirmaram que na sua tribo existiam lindas moças que poderiam ser boa esposa e dar-lhe filhos fortes e saudáveis. O rapaz estava irredutível e os anciãos, vendo tamanha decisão e tristeza do jovem, chamaram os xamãs para ajudá-los. Depois de muito pensar e sabendo que a jovem amada tinha sido transformada em flor decidiram transformá-lo em Beija-Flor.

Segundo a lenda, é por isto que o Beija-Flor vai de flor em flor, sempre tentando achar a sua amada.


Em toda lenda índígena existe uma moral que os mais velhos ensinam aos mais novos e esta é que nunca se deve desistir do seu objetivo.

A lenda do uirapuru













Dizem que no Sul do Brasil, havia uma tribo de índios, cujo cacique era amado por duas moças muito bonitas. Não sabendo qual escolher, o jovem cacique prometeu casar-se com aquela que tivesse melhor pontaria.
Aceite a prova, as duas índias atiraram as flechas, mas só uma acertou o alvo. Essa casou-se com o chefe da tribo.
A outra, chamada Obirici, chorou tanto que suas lágrimas formaram uma fonte e um córrego. Pediu ela a Tupã que a transformasse num passarinho para poder visitar o cacique sem ser reconhecida. Tupã fez a sua vontade.
Mas verificando que o cacique amava a sua esposa,
Obirici resolveu abandonar aqueles lugares e voou para o Norte do Brasil, indo parar nas matas da Amazónia.
Para consolá-la, Tupã deu-lhe um canto melodioso.
Assim, canta para esquecer as suas mágoas; e os outros pássaros, quando encontram o uirapuru, ficam calados para ouvir as suas notas maravilhosas. Por causa de seu belo canto, chamam-no de: professor de canto dos pássaros.
O uirapuru (Leucolepis arada) é o cantor das florestas amazónicas.
Seu visual não é dos mais atraentes, normalmente tem a cor verde-oliva com cauda avermelhada.
Entretanto, tem um canto tão lindo, tão melodioso, que os outros pássaros ficam quietos e silenciosos só para ouvi-lo.
Todavia este canto somente pode ser ouvido 15 dias por ano, na época em que constrói o seu ninho.
Não bastasse isto, ele canta somente ao amanhecer, por 5 ou 10 minutos.
Neste pássaro, o real e o lendário se confundem: dizem que ele não repete frases musicais.
Por todas estas qualidades, os indígenas e sertanejos acham que ele é um pássaro sobrenatural. Na verdade, o seu nome quer dizer: "pássaro que não é pássaro". Depois de morto o seu corpo é considerado um talismã que dá felicidade a quem o possui.
Para os tupis o uirapuru é um deus que toma a forma de pássaro e anda sempre rodeado por outros. A ele atribuem a virtude de conduzir um refluir de pessoas à casa de quem possui um deles.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O canto do pássaro


"Existe uma lenda acerca de um pássaro
que só canta uma vez na vida,
com mais suavidade
que qualquer outra criatura sobre a terra.
A partir do momento em que deixa o ninho,
começa a procurar um espinheiro-alvar,
e só descansa quando o encontra.
Depois, cantando entre os galhos selvagens,
empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido.
E, morrendo, sublima a própria agonia
e despede um canto mais belo que o da cotovia e o de rouxinol.
Um canto superlativo, cujo preço é a existência.
Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo,
e Deus sorri no céu.
Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento ...
Pelo menos é o que diz a lenda.
O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável;
impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando.
No instante em que o espinho penetra não há consciência nele
do morrer futuro;
limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota.
Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito,
nós sabemos.
Compreendemos.
E assim mesmo o fazemos...
Assim mesmo o fazemos...

Colleen McCullough

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009



























Há uma lenda que diz que o beija-flor era originalmente uma borboleta, que pouco a pouco foi vestindo-se de penas, a princípio negras, depois cinzentas e logo rosadas e finalmente douradas tão resplandecentes que no sol parecem um conjunto de todas as tintas.

Retirado do site: (http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendabeijaflor.html)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O João de barro























Uma lenda indígena, brasileira, conta-nos a estória do João de Barro. Antes de se transformar em pássaro, João de Barro era um jovem muito bonito, que se apaixonou pela filha de um pai bastante severo. Por ser assim, ele exigia duras provas daqueles que disputavam a mão de sua filha. O jovem Jaebé, foi um desses que tiveram que provar a ferro e fogo o amor pela donzela. Como prova de amor o pai da moça exigiu que Jaebé fosse enrolado num pesado couro de anta e que permanecesse nove dias sem comida ou bebida. Agindo assim, ele se livraria definitivamente do pretendente. Acontece que Jaebé, se submeteu sem reclamar àquele sepultamento. Sua pretendente, que também se apaixonara pelo jovem, ao ver sua coragem, rezava por ele sem cessar. E foi assim que, no último dia, todos tiveram grande surpresa. Ao abrir o couro que servia de sarcófago, de seu interior saiu um lindo pássaro de olhos vivos com penagem brilhante e perfumada. Sua namorada ao ver aquilo também se transformou em pássaro e ambos fugiram para a floresta. O João de Barro, até hoje dá provas de seu amor infinito quando constrói para sua amada uma casinha com esmero e dedicação.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008




















Os pássaros não podem escrever, eles têm penas demais.

Ora, conta-se, na África ocidental, que, no início dos tempos, não havia histórias e também não havia sabedoria. O mundo era muito triste. Por isso, o primeiro contador de histórias foi também um buscador de histórias que saiu pelo mundo afora acompanhado de um pássaro-escrivão: o marabu.

O marabu é o único pássaro que sabe qual das penas de seu traseiro deve ser arrancada para que, com ela, se possa escrever, o que faz dele um pássaro especial. É por isso que foi o escolhido para sair pelo mundo, pousado no ombro do primeiro buscador e contador de histórias.

Andaram pelo mato afora, pela savana e ao longo dos rios, para escutar os ventos, as pedras, as águas, as árvores e os animais. E encontraram muitas pessoas até então desconhecidas que iam lhes contando suas histórias.

Munido da pena arrancada de seu traseiro e utilizando uma tinta feita de água, pó de carvão e goma-arábica, o marabu-escrivão anotava, conscienciosamente, todas as histórias que escutava. O buscador e contador de histórias caminhava e pensava: “Não me será possível recordar todas essas histórias”.

Mas o marabu continuava a ouvi-las e a escrevê-las.

Pois saibam que, uma vez tendo voltado para casa, o primeiro buscador e contador de histórias obteve a solução para o problema que o atormentava. Seguindo os conselhos do marabu, encheu de água uma grande cabaça e nela mergulhou todas as histórias escritas. Durante toda a noite, naquela cabaça — que, na África, é chamada de canari —, as palavras escritas com tinta se dissolveram na água. No dia seguinte, na refeição da manhã, o marabu mandou que o buscador e contador de histórias bebesse todo o conteúdo do canari como desjejum.

Assim, todas as histórias bebidas tornaram-se histórias sabidas.

Se, por acaso, você precisar beber uma história, escute o meu conselho: beba tudo. Não deixe nada no fundo do copo, porque isso poderia dar um branco em sua memória.

Essa é a razão pela qual, em todos os tempos, os contadores de histórias sempre foram, também, bons bebedores de vinho.

Gislayne Avelar Matos e Inno Sorsy

Tsuru
























Os Tsurus, são possivelmente, os pássaros mais velhos da terra.
É dito em uma lenda, que eles vivem durante mil anos. Era considerado o pássaro companheiro dos eremitas que faziam meditação nas montanhas. Como esses eram eremitas místicos, que supunham terem poderes sobrenaturais para não envelhecerem, o Tsuru, passou a ser considerado um pássaro possuidor de vida longa.
Os tsurus são um símbolo de mocidade eterna e felicidade ao longo da Ásia.
Diz ainda, a lenda, que quem fizer mil Tsurus, com o pensamento voltado para aquilo que deseja alcançará bons resultados.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lenda da gralha azul




Era madrugada, o sol não demoraria a nascer e a gralha ainda estava acomodada no galho amigo onde dormira à noite, quando ouviu a batida aguda do machado e o gemido surdo do pinheiro. Lá estava o machadeiro golpeando a árvore para transformá-la em tábuas.A gralha acordou. As pancadas repetidas pareciam repercutir em seu coração. Num momento de desespero e simpatia, partiu em vôo vertical, subiu muito além das nuvens para não ouvir mais os estertores do pinheiro amigo. Lá nas alturas, escutou uma voz cheia de ternura: - Ainda bem que as aves se revoltam com as dores alheias.


A gralha subiu ainda mais, na imensidão. Novamente a mesma voz a ela se dirigiu: - Volte avezinha bondosa, voa novamente para os pinheirais. De hoje em diante, Eu a vestirei de azul, da cor deste céu e, ao voltar ao Paraná, você vai ser minha ajudante, vai plantar os pinheirais. O pinheiro é o símbolo da fraternidade. Ao comer o pinhão, tira-lhe primeiramente a cabeça, para depois, a bicadas, abrir-lhe a casca. Nunca esquece de antes de terminar o seu repasto, enterrar alguns pinhões com a ponta para cima, já sem cabeça, para que podridão não destrua o novo pinheiro que dali nascerá. "Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão... Pinhão que alegra nossas festas, onde o regozijo barulhento é como um bando de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos, repetindo às auras que o embalam o meu convite eterno: Vinde a mim todos..."

A gralha por uns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul. Somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou célere para os pinheirais. Tão alegre ficou que seu canto passou a ser um verdadeiro alarido que mais parece com vozes de crianças brincando.



Esta lenda na verdade é um fato real. A Gralha-azul tem o hábito (sábio) de enterrar pinhões. Encontrado o local correto, ela pressiona-o a entrar, conferindo-lhe golpes com o bico, até a completa introdução. Não contente com isso, ainda coloca algum material das redondezas (folha, pedra, galho) em cima do local remexido, de forma a camuflar ou disfarçar o feito realizado

sábado, 20 de setembro de 2008

Uirapuru


Há uma lenda que nos conta que o famoso pássaro era inicialmente um índio que se apaixonou perdidamente pela esposa de um cacique indígena. Incapaz de viver este amor impossível pediu para ser transformado em ave para amenizar a sua dor. Desde então passou a cantar à noite uma bela melodia para fazer a sua amada dormir. Porém, a sua voz despertou o interesse do cacique que perseguiu o Uirapuru e o tentou capturar. Apavorado, voou para as profundezas da floresta enquanto o cacique, na sua perseguição, se perdeu para sempre. Mas todas as noites o Uirapuru voltava para acalentar os sonhos do seu amor e esperando também, que talvez um dia, a índia pudesse reconhecê-lo e despertá-lo do seu encanto.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Lenda - João-de-Barro




Contam os índios que, há muito tempo, numa tribo do sul do Brasil, um jovem se apaixonou por uma moça de grande beleza. Melhor dizendo:
apaixonaram-se. Jaebé, o moço, foi pedi-la em casamento. O pai dela perguntou:

- Que provas podes dar de sua força para pretender a mão da moça mais formosa da tribo?

- As provas do meu amor! - respondeu o jovem.

O velho gostou da resposta mas achou o jovem atrevido. Então disse:

- O último pretendente de minha fila falou que ficaria cinco dias em jejum e morreu no quarto dia.

- Eu digo que ficarei nove dias em jejum e não morrerei.

Toda a tribo se espantou com a coragem do jovem apaixonado. O velho ordenou que se desse início à prova.

Enrolaram o rapaz num pesado couro de anta e ficaram dia e noite vigiando para que ele não saísse nem fosse alimentado. A jovem apaixonada chorou e implorou à deusa Lua que o mantivesse vivo para seu amor. O tempo foi passando. Certa manhã, a filha pediu ao pai:

- Já se passaram cinco dias. Não o deixe morrer.

O velho respondeu:

- Ele é arrogante. Falou nas forças do amor. Vamos ver o que acontece.

E esperou até até a última hora do novo dia. Então ordenou:

- Vamos ver o que resta do arrogante Jaebé.

Quando abriram o couro da anta, Jaebé saltou ligeiro. Seu olhos brilharam, seu sorriso tinha uma luz mágica. Sua pele estava limpa e cheirava a perfume de amêndoa. Todos se espantaram. E ficaram mais espantados ainda quando o jovem, ao ver sua amada, se pôs a cantar como um pássaro enquanto seu corpo, aos poucos, se transformava num corpo de pássaro!

E exatamente naquele momento, os raios do luar tocaram a jovem apaixonada, que também se viu transformada em um
pássaro. E, então, ela saiu voando atrás de Jaebé, que a chamava para a floresta onde desapareceu para sempre

Contam os índios que foi assim que nasceu o pássaro joão-de-barro.

A prova do grande amor que uniu esses dois jovens está no cuidado com que constroem sua casa e protegem os filhotes. E os homens amam o joão-de-barro porque lembram da força de Jaebé, uma força que vinha do amor e foi maior que a morte.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A lenda do rouxinol




















Há mais de mil anos, num suntuoso palácio, vivia o imperador da China. À volta do palácio, havia um enorme jardim e uma floresta, de onde se via o mar. Entre as árvores, um rouxinol cantava maravilhosamente. Muitas pessoas iam de longe para ouvi-lo, pois o seu canto dava alegria a todos. Quando a sua fama chegou ao palácio, o iimperador mandou buscá-lo e nomeou-o chefe dos músicos da corte. A partir daí, a vida melhorou no império. Um dia, o imperador do Japão ofereceu ao monarca chinês um rouxinol mecânico, feito de ouro e de pedras preciosas. As pessoas acharam-no maravilhoso e esqueceram o rouxinol da floresta, que era mais vulgar. Desprezado, o rouxinol saiu do palácio. Na Primavera, as pessoas aperceberam-se que o canto do rouxinol mecânico era monótono e não alegrava ninguém. O próprio imperador da China adoeceu. Quando estava quase a morrer, ouviu o canto do rouxinol da floresta, que regressara para o salvar apesar de ter sido injustiçado. O soberano recuperou a saúde e nomeou-o novamente Músico Chefe da Corte. Mas o rouxinol recusou amavelmente a proposta imperial: valia muito mais a sua floresta do que a gaiola de ouro. Todavia, sempre que fosse necessário, poderia voltar ao palácio, transmitindo bem-estar e paz a todos.

A lenda do Uirapuru






O Uirapuru na verdade era um belo guerreiro chamado Catuboré da tribo Tupi que se apaixonou perdidamente pela linda Mainá, esposa do cacique de sua tribo.Desiludido por causa desse amor proibido o guerreiro passou a implorar a Tupã que o libertasse desta dor ou pelo menos a amenizasse.
Vendo Tupã tamanha dor, resolveu atender às súplicas do rapaz e o transformou numa bela ave vermelha, às vezes acinzentada na qual passou a se chamar Uirapuru.
O pássaro passou a cantar todas as noites para sua doce amada dormir. Mas sua encantadora voz despertou a atenção do cacique que passou a perseguir a ave só para tê-la para si. Então o Uirapuru com medo fugiu para o interior da floresta amazônica e o chefe indígena perdeu-o para sempre. Mesmo assim ele sempre voltava todas as noites para cantar embalando com sua doce voz o sono de sua amada.
Quem sabe um dia, a índia possa livrar o bravo guerreiro desse encanto, correspondendo a esse amor que a enfeitiça através do canto.

A lenda de Hyoku



















Segundo uma lenda milenar existiu uma espécie de pássaro especial no Japão que se chamava Hyoku.
Os antigos guardavam sua história como uma verdadeira lição para os homens de qualquer época.
É que segundo essa Lenda, o Hyoku era um pássaro que nascia apenas com uma asa.
Assim, desde o instante do seu nascimento ele buscava encontrar sua outra metade para unir-se a ela, se completando para conseguir sua realização de pássaro: voar.
Porque enquanto ele não encontrava sua metade, ele não chegava a ser efetivamente um pássaro, apenas mito.
A Lenda de Hyoku traz, por isso, uma lição profunda para todos nós: a de que um ser só é completo, quando encontra seu par!
Pena que ao contrário de Hyoku, muitas pessoas ao invés de buscar a metade que as realize, acabam na ilusão do poder, do egoísmo, do egocentrismo, reduzindo sua vida ao meio.
Incapazes de se darem a alguém, não conseguem nunca se completar como seres de fato.
Passam pela vida sendo apenas metade de GENTE.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uirapuru



















Dizem que uma pena do uirapuru, colocada sob o travesseiro do amado, o tornará fiel e enamorado da mulher pelo resto da vida; uma palha do ninho, levada pelo homem, o deixará irresistível a todas as mulheres. Essas são lendas correntes a respeito desse pássaro maravilhoso e isso o torna num dos pássaros mais populares e enigmáticos do Brasil. Menor que o tico-tico vulgar e dotado de uma plumagem marrom e alaranjada, pode ser encontrado, muito raramente, nas regiões do Norte do País, principalmente nos Territórios do Amapá e Rondônia, no Norte do Pará e nos Estados do Amazonas e do Acre. É dificilmente visto, já que exige, para viver, condições ecológicas intermediárias entre as do seringal seco e do úmido. Alimenta-se exclusivamente de insetos e esta é uma das razões pelas quais o pássaro não pode adaptar-se ao cativeiro. O que impressiona é o seu canto. O canto do uirapuru só se ouve cerca de 15 dias por ano, sempre na ocasião da procriação, quando está construindo o ninho. Proferido poucos dias por ano, mesmo nestes o canto tem pequena duração, de cinco a dez minutos, em geral ao amanhecer e ao entardecer. É uma emissão vocal delicada, imitando as notas de uma flauta, que se distinguem com fraca intensidade. Completamente diferente do de qualquer outra ave, causa espécie o fato de se encontrar na Natureza som de tal pureza musical. Diz-se que, quando o uirapuru canta, os outros pássaros permanecem em silêncio, embevecidos com a harmonia e perfeição dos sons que ele lança no espaço.

Uirapuru





















Segundo uma crença indígena, o uirapuru é o deus protetor de todas as aves e também guia. Conta a lenda que um índio se apaixonou perdidamente pela esposa de um cacique. Desiludido com o amor proibido, pediu a Tupã que amenizasse sua dor transformando-o em pássaro, a quem o deus denominou Uirapuru. Toda noite Uirapuru cantava uma doce serenata para fazer sua amada dormir. Entretanto, sua bela voz despertou o interesse do cacique, que passou a perseguir a ave para tê-la só para si. O Uirapuru apavorado, voou para o interior da floresta e o chefe daquela nação perdeu-se para sempre.
O Uirapuru então,voltava todas as noites para acalentar os sonhos de seu amor e esperando também, que talvez um dia, a índia possa reconhecê-lo e despertá-lo de seu encanto.