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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Rouxinol
Pássaro cantor conhecido pela pureza de suas notas e pela variedade de sua melodia . É um símbolo do amor e dos sentimentos, porém apresenta um íntimo laço entre o amor e a morte.
Dizem que aquele que ouvir seu canto jamais o esquecerá.
É particularmente apreciado no Japão.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
“Alma perdida
Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!
Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!
Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!
Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…”
Florbela Espanca
O rouxinol
Quando foge o Sol
E aparece o luar,
O rouxinol
Começa a cantar
A noite toda se encanta
a noite fica encantada,
porque o rouxinol canta
para a sua namorada.
E a namorada, quieta,
ouve na noite que é bela
esse rouxinol-poeta,
esse rouxinol querido
Que vai ser o marido
dela, só dela.
Sidónio Muralha
O rouxinol
Joguei no céu o meu anzol
Pra pescar o sol
Mas tudo que eu pesquei
Foi um rouxinol
Foi um rouxinol
Levei-o para casa
Tratei da sua asa
Ele ficou bom
Fez até um som
Ling, ling, leng
Ling, ling, leng, ling
Cantando um rock com um toque diferente
Dizendo que era um rock do oriente pra mim
Cantando um rock com um toque diferente
Dizendo que era um rock do oriente pra mim
Depois foi embora
Na boca da aurora
Pássaro de seda
Com cheiro de jasmim
Cheiro de jasmim
Gilberto Gil
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A rosa que te dei, há tão pouco nascida,
Era do rouxinol a rosa preferida;
Muita vez, ao luar, nas rosas orvalhadas,
Viram-na murmurando as lânguidas baladas.
Oh! Conserva esta flor, conserva-a com cautela,
Tua respiração pode alongar a dela;
Toda vez que ela ouvir teu anélito brando,
Há de conjecturar que é o rouxinol cantando.
Thomas Moore
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Em surdina
Calmo, na paz que difunde
a sombra dos altos ramos,
que o nosso amor se aprofunde
neste silêncios em que estamos.
Coração, alma e sentidos
se confundam com estes ais
que exalam, enlanguescidos,
medronheiros e pinhais.
Fecha os olhos mansamente
e cruza as mãos sobre o seio.
Do teu coração dolente
afasta qualquer anseio.
Deixemo-nos enlevar
ao embalo desta brisa
que a teus pés, doce, a arrulhar,
a relva crestada frisa.
E quando a noite sombria
dos carvalhos for baixando,
o rouxinol a agonia
da nossa alma irá cantando.
Paul Verlaine
domingo, 15 de janeiro de 2012
Sextilhas Românticas

Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
- Mas que importa o rouxinol?
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!
Sou romântico? Concedo.
Exibo, sem evasiva,
A alma ruim que Deus me deu.
Decorei "Amor e medo",
"No lar", "Meus oito anos"... Viva
José Casimiro Abreu!
Sou assim, por vício inato.
Ainda hoje gosto de *Diva*,
Nem não posso renegar
Peri, tão pouco índio, é fato,
Mas tão brasileiro... Viva,
Viva José de Alencar!
Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
- Pinhões para o rouxinol!
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!
Ai tantas lembranças boas!
Massangana de Nabuco!
Muribara de meus pais!
Lagoas das Alagoas,
Rios do meu Pernambuco,
Campos de Minas Gerais!
( Poema de Manuel Bandeira )
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
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