sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um lindo pássaro azul




















Surgiu como um doce encanto, sem fazer verpéras, sem magia...

Lançou o seu lindo e afável canto, alegrando toda a minha vida, toda poesia..

Rodopiou por entre as flores energicamente beijando-as lindo colibri, que encanto!!

Pousou de galho em galho disciplicentemente lindo pássaro azul, solta mais o teu canto

Pela janela de meu ser, ele entrou; valsando lindamente sem cessar,estendi a minha mão, ele pousou.

E como a uma flor, pôs-se a me beijar...

Balançou as suas asas, qual primavera semelhante a um canteiro de jasmim.

Ver-te sempre aqui voando.

Ai!!!!q uem me dera pássaro azul, canta um pouco mais para mim

Estalou-se por entre os sertões triunfos de galhos em galhos, vive sempre a pousar.

Fez-se amigos de rolinhas e pombinhos

Lindo pássaro azul, mostra-me o teu cantar.

( Desconheço o autor)

Azulão















Pássaro de coloração exuberante e dono de um belo canto, o Azulão (Cyanocompsa brissonii).
Não é um pássaro muito social e normalmente é avistado sozinho junto às matas ciliares e campinas.
Seu canto afável divide-se em dois tipos principais: Canto Normal e Surdina, sendo este último um dos cantos mais belos que um pássaro pode realizar.
Sua cor é de um azul intenso com as extremidades das asas mais escuras e as patas de coloração semelhante ao bico. Mede cerca de 16 cm e não é raro ser confundido com o Azulinho (Cyanoloxia glauco cerulea), de coloração mais clara, pertencente a mesma família.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O pássaro azul

















– Quem quer comprar o pássaro azul?

– O pássaro azul! repetiram os meninos.

– Quer-me vender? Dou todos os meus brinquedos.

O moleque vendeu.

O menino rico levou a gaiola com o pássaro. De tarde, o tio do menino foi visitá-lo, e ficou tão encantado com o pássaro que propôs:

– Em troca do pássaro azul eu lhe dou um automóvel.

O menino rico aceitou.

Mal o tio levou o pássaro para casa, chegou um amigo banqueiro:

– O pássaro azul… o pássaro da felicidade.

O banqueiro desafiou:

– Vamos disputá-lo num jogo de cartas?

O tio, que estava convencido que aquele era o pássaro azul da felicidade, aceitou. E perdeu.

O banqueiro levou o pássaro azul para o palácio.

– Coloquem-no em uma gaiola de ouro… é o pássaro da felicidade.

Um criado, sabendo que aquele pássaro trazia a felicidade, roubou-o e deu-o de presente a sua noiva:

– È o pássaro da felicidade.

– Vou botá-lo no viveiro do jardim.

Botou.

Um moleque que estava com outros em cima do muro, reconheceu:

– Lá está o meu pássaro azul.

– È ele mesmo.

– Ainda está pintado de azul. A cor não desapareceu.

E o pássaro vendo o lagozinho jogou-se n’água, tomou um banho… e a cor desapareceu.

Quando a moça voltou com o alpiste, ficou espantada:

– Cadê o meu pássaro azul da felicidade?

Wilson W Rodrigues

domingo, 22 de novembro de 2009

Sabiá


















“A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um sabiá mas não pode medir os seus encantos. A ciência não pode calcular quantos cavalos de força existem nos encantos de um sabiá. Quem acumular muita informação perde o condão de adivinhar: divinare. Os sabiás divinam.
( Manoel de Barros, Livro sobre nada )




Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”
Rubem Alves

sábado, 7 de novembro de 2009




O canário já não canta.
Não canta o canário já.
Aquilo que em ti me encanta
Talvez não me encantará.

Fernando Pessoa



Teus brincos dançam se voltas
A cabeça a perguntar.
São como andorinhas soltas
Que inda não sabem voar.

Fernando Pessoa