Surgiu como um doce encanto, sem fazer verpéras, sem magia...
Lançou o seu lindo e afável canto, alegrando toda a minha vida, toda poesia..
Rodopiou por entre as flores energicamente beijando-as lindo colibri, que encanto!!
Pousou de galho em galho disciplicentemente lindo pássaro azul, solta mais o teu canto
Pela janela de meu ser, ele entrou; valsando lindamente sem cessar,estendi a minha mão, ele pousou.
E como a uma flor, pôs-se a me beijar...
Balançou as suas asas, qual primavera semelhante a um canteiro de jasmim.
Ver-te sempre aqui voando.
Ai!!!!q uem me dera pássaro azul, canta um pouco mais para mim
Estalou-se por entre os sertões triunfos de galhos em galhos, vive sempre a pousar.
Fez-se amigos de rolinhas e pombinhos
Lindo pássaro azul, mostra-me o teu cantar.
( Desconheço o autor)

Pássaro de coloração exuberante e dono de um belo canto, o Azulão (Cyanocompsa brissonii).
Não é um pássaro muito social e normalmente é avistado sozinho junto às matas ciliares e campinas.
Seu canto afável divide-se em dois tipos principais: Canto Normal e Surdina, sendo este último um dos cantos mais belos que um pássaro pode realizar.
Sua cor é de um azul intenso com as extremidades das asas mais escuras e as patas de coloração semelhante ao bico. Mede cerca de 16 cm e não é raro ser confundido com o Azulinho (Cyanoloxia glauco cerulea), de coloração mais clara, pertencente a mesma família.

– Quem quer comprar o pássaro azul?
– O pássaro azul! repetiram os meninos.
– Quer-me vender? Dou todos os meus brinquedos.
O moleque vendeu.
O menino rico levou a gaiola com o pássaro. De tarde, o tio do menino foi visitá-lo, e ficou tão encantado com o pássaro que propôs:
– Em troca do pássaro azul eu lhe dou um automóvel.
O menino rico aceitou.
Mal o tio levou o pássaro para casa, chegou um amigo banqueiro:
– O pássaro azul… o pássaro da felicidade.
O banqueiro desafiou:
– Vamos disputá-lo num jogo de cartas?
O tio, que estava convencido que aquele era o pássaro azul da felicidade, aceitou. E perdeu.
O banqueiro levou o pássaro azul para o palácio.
– Coloquem-no em uma gaiola de ouro… é o pássaro da felicidade.
Um criado, sabendo que aquele pássaro trazia a felicidade, roubou-o e deu-o de presente a sua noiva:
– È o pássaro da felicidade.
– Vou botá-lo no viveiro do jardim.
Botou.
Um moleque que estava com outros em cima do muro, reconheceu:
– Lá está o meu pássaro azul.
– È ele mesmo.
– Ainda está pintado de azul. A cor não desapareceu.
E o pássaro vendo o lagozinho jogou-se n’água, tomou um banho… e a cor desapareceu.
Quando a moça voltou com o alpiste, ficou espantada:
– Cadê o meu pássaro azul da felicidade?
Wilson W Rodrigues
“A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um sabiá mas não pode medir os seus encantos. A ciência não pode calcular quantos cavalos de força existem nos encantos de um sabiá. Quem acumular muita informação perde o condão de adivinhar: divinare. Os sabiás divinam.
( Manoel de Barros, Livro sobre nada )
Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”
Rubem Alves

O canário já não canta.
Não canta o canário já.
Aquilo que em ti me encanta
Talvez não me encantará.
Fernando Pessoa
Teus brincos dançam se voltas
A cabeça a perguntar.
São como andorinhas soltas
Que inda não sabem voar.
Fernando Pessoa